quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Feliz-Ano-Novo-Sujinho

Álcool.
Sono.
Hugo.
Hugo.
Hugo.
Café da manhã em família. Chá de macela.
Campo minado.
"Whisky COM água de coco".
Almoço.
"Uma salva de palmas para os cozinheiros".
"Sou eu quem diz isso".
Conversa.
"Teus dedinhos dobram na pontinha".
Negrinho.
Coque de cupcake.
Zombaria do coque de cupcake.
Momento "sou linda" com o coque de cupcake.
"Fora, bico de pato"!
Despedida.
"Voltem sempre".
Cinco horas de freeway.
"Whisky COM água de coco".
Campo minado.
Campo minado.
Campo minado.
"Ops, a bomba era no quadradinho do lado".
Cafuné.
Pés. Neurose indo embora.
Cascudos.
Campo minado.
Pretzel.
"O que é pretzel"?
Requeijão.

Olhada na estradinha.
"É, não dá pra ir embora".

Violão.
Para a nossa alegria.
Músicas de Igreja.
"Claudinha, minha linda... Cê TAH um arraso"!
Torrada.
"Whisky OU água de coco".
Olhada na estradinha.
"É, não dá pra ir embora".
Caminhada. Medo de ser assaltada.
Olhada na estradinha.
"É, não dá pra ir embora".
WILSON!
Campo minado.
Campo minado.
Campo minado.
Campo minado.
Fruit ninja.
"Risca todas pra fazer o combo".
Olhada na estradinha.
"É, não dá pra ir embora".
"Vamos dormir e ir embora às 2h".
Sono.
"Conversem aí do lado enquanto eu durmo".
Campo minado.
Joguinho de desenho.
Poeminha.
Despedida.
"Obrigada pela companhia".
Tchauzinho da porta.
Sono.
E foi assim que eu terminei o primeiro dia do ano sem banho.





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

NOTA

É cientificamente comprovado que os raios emitidos pelo sol trazem danos irreversíveis à saúde. Entretanto, 90% dos turistas parecem não se preocupar com isso: expõem-se a ele e, ainda por cima, sem usar protetor solar. Acham que um pós-sol adianta - e sabe-se que não funciona pra #$%& nenhuma.
Então, amigo, faça uma dancinha da chuva e procure uma nuvem ao seu redor. Gotas de algo bastante diferente do sol podem te fazer bem e, se tudo der certo, esconder com perfeição aquilo que insiste em brilhar na sua cara, acabar com a sua auto-estima e trazer-lhe novos ares.
Atenciosamente,
Algodão Doce.

(Favor não interpretar o texto no sentido denotativo.)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Resposta

Pensem numa coisa bem fofa. É, assim, fofa mesmo, dessas que dá vontade de apertar as bochechas. Pensou? Juro que conheço gente assim!!
Sinônimo de qualquer coisinha mini, a fofa mora aqui perto de casa e participa da minha vida desde pequeninha (mesmo eu não sabendo disso, né?). É dona de um estilo próprio liiiiiiiiiiiindo, que é super a cara dela, e esbanja coisa boa por onde quer que passe.
A coisinha da qual estou falando é a Marcela De Bettio (também dona de um sobrenome pelo qual sou apaixonada) e ela, fazendo jus ao título de fofa, escreveu sobre mim no blog dela (que, pra fechar a lista das coisas em comum comigo, tem a URL super parecida com a minha).
É uma pessoinha muito inteligente, meiga e que escreve super bem, então, se não for pedir muito, deem uma passada na página dela! Se quiserem comprovar o que estou dizendo sobre a fofa, saquem só a foto abaixo e reparem bem reparado na menina do centro:

Ao lado, a Helena, outra fofuxa (mas um pouquinho mais velha hehe) ^^

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pseudo-internauta

Com o advento da internet e de seus filhos, como Facebook, Twitter e outros, a impressão que temos é a de que tudo ficou mais superficial e falso. É, fato. Mas o que me preocupa não é uma foto editada pra não aparecer a espinha que saiu e está prestes a explodir, mas, sim, o pseudo-internauta.
O pseudo-internauta está por aí, em tudo que é canto; é só saber procurar. O campeão deles é o que sofre de um pseudo-sofrimento, e faz questão de que todos saibam disso. “Ninguém me ama”, “sou tão forever alone que...”, “nem minha mãe gosta de mim” e etc., etc., etc. Aham, Cláudia. Senta lá.
“Sou ateu”, diz outro na sua página pessoal. Beleza. Não tenho nada contra ateus, cada um na sua. Mas aí começa o “vão dizer que as coisas só acontecem comigo porque eu sou ateu”, “sofro preconceito porque sou ateu” e etc. Quando algo é repetido constantemente, soa até falso, né? É o famoso “sou ateu, graças a Deus”. Qual é?
Outro que me irrita é o pseudo-revolucionário. Aprendeu qualquer revolução no colégio e acha que é Che Guevara. Acha que publicando coisas do tipo “eu sou contra o governo elitista” no seu mural está mudando o mundo. Amigo, arruma o teu quarto primeiro. Mais uma vez, não sou contra ser contra qualquer coisa, mas achar que é revolucionário aí já é demais.
Também tem os pseudo-amigos, que nem se cumprimentam na rua e, via Twitter/Facebook, viram melhores amigos de infância. Tem também o pseudo-trabalhador, o pseudo-estudioso, o pseudo-pobre (ou rico).
Tô com medo de que as pessoas se tornem pseudo-seres-humanos. 


Ei! Se gostou e concorda, compartilha, tá? ^^

Só uma pessoa comum com um pouquinho de peculiaridade

“Tu és louca, guria!” Para alguns, esta frase é uma ofensa; para mim, no entanto, acostumada a ouvi-la todos os dias, ela já soa como um “bom dia” ou coisa parecida.
Chamam-me louca porque tenho muitas manias estranhas, segundo o consenso geral. Não entendo por que elas irritam tanto o planeta, que, por causa disso, resolve me contrariar. E começou logo quando o Dr. Tio Ricardo me tirou da barriga de mamãe: dia 29/09/1993, às 23h47. Eu odeio números ímpares.
O pessoal também gosta de vir se chegando pra perto de mim de pés descalços ou, pior ainda, vestindo meias pretas. Por quê????????? Tenho pavor, nojo, asco e repugnância de ambos. Nunca gostei de pé-de-moleque nem do Power ranger preto.
Quando olho pra um lado, olho pro outro logo em seguida para “equilibrar” o universo. Coloco quatro colheres e meia de toddy no leite. Abro primeiro o Facebook e depois o MSN – sempre! Desperto 46 minutos antes de sair de casa. Conto de dois em dois (eu odeio números ímpares).
Mas uma das manias que o pessoal mais parece odiar é minha obsessão por manter o estojo em ordem – a minha ordem. Questão de organização, pô! Para eles, não; questão de loucura, mesmo. Certa vez, o professor mais rigoroso e chato da escola – que, coincidentemente, usava meias pretas – começou a chegar perto de mim dizendo que queria canetas coloridas. Até perguntei quais ele queria, mas tarde demais: ele já estava adentrando meu estojo, virando canetas de lado, tirando tampas e estragando tudo. Permaneci em frente a ele, sem dar um pio. Fiquei olhando aquela afronta, aquela invasão de privacidade, de organização pessoal. Mas não tive atitude porque não queria correr o risco de levar a punição comum dele de 0,3 e fechar, assim, com 9,7 – eu odeio números ímpares.

(PS.: Escrevo este PS para fechar 20 linhas. É que odeio números ímpares). 

Manifesto pessoal em relação ao Ano Novo

A chegada do último mês do ano faz todos ficarem alvoroçados, super curtindo o clima natalino e empolgados com a chegada do próximo ano. Não condeno isso - até porque já postei mil vídeos sobre Natal, incluindo uma musiquinha antiga que me encantou. Condeno, na verdade, a super confiança no ano que vem.
Gente, a probabilidade do ano seguinte ser igual ao que passou é muito grande. A não ser que tu comece a agir mais com a razão, vai continuar se apaixonando pela pessoa errada. Se tu sempre derrubava o tempero do miojo dentro da panela, não é porque é 2012 que ele milagrosamente vai desviar. Se as tuas notas foram as piores da turma, elas não vão mudar porque mudamos o último dígito do ano anterior.
É claro que, como ser humano feliz e esperançoso, também deposito energias pra que o próximo ano seja melhor! Pulo as 7 ondinhas, faço pedidos, como as 7 uvas: por que não? Mas, em vez de sentar e esperar a água virar champagne, me levanto e vou eu mesma comprar. Afinal, o que é um ano novo sem champagne?
Por isso, sou do grupo do "faça você mesmo". Juro que não é difícil tentar e juro que vale a pena. Por que não apostar nisso para o próximo ano? :)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cigarro? Não mais

Me dá um cigarro
Diz o burguês
O proletário, o rico
E o cara sabido
Mas o (mau) negro e o (mau) branco
Da nação brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me vê logo uma pedra aí.



Inspirando-me em Pronominais, do Oswald de Andrade